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Para
recapitularmos a respeito da rebelião
dos anjos, é necessário que façamos
lembrar o que segue:
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Deus,
Amor Infinito, criou um número incalculável de criaturas muito belas,
espirituais, para sobre elas, derramar o Seu amor.
Contudo, antes de admiti-las à participação eterna no Seu Reino,
submeteu-as também a uma prova, que, infelizmente, um número
considerável delas não quis ultrapassar, enquanto que cerca de dois
terços quiseram e souberam ultrapassar. À frente dos rebeldes,
colocou-se Satanás com um grande número de anjos; à frente dos anjos
fiéis colocou-se São Miguel.
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Uma grande batalha se travou no Céu, batalha de inteligência e de
vontade, bastante difícil para fazermos uma idéia. Os vencidos foram
transformados em demônios e precipitados no Inferno, devorados pela
concupiscência do espírito, impregnados e penetrados por um ódio
implacável e inextinguível, gerador de todas as vis paixões nas quais
se fixaram sem qualquer esperança de arrependimento, e deram vida ao
mal. Eles são todo o mal com o qual se identificam.
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Na plenitude dos tempos, o Verbo Eterno de Deus, desde sempre gerado
pelo Pai, cumprindo a promessa de Deus a nossos primeiros pais, fez-se
Carne no seio puríssimo da Virgem Maria. O sonho louco de Satanás: a
conquista de um grande e imenso reino sobre o qual exercer a soberania,
rivalizando com Deus, ficou então ameaçado. Sentindo-se ameaçado,
Satanás e os demônios, não podendo verter o seu ódio contra Deus,
vomitaram-no continuamente sobre a humanidade, desde Adão e Eva até as
gerações sucessivas.
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